OS PILARES DA FELICIDADE CONJUGAL

Serafim e Júlia

Casamento de Serafim e Júlia, 1997

Este artigo foi escrito por nós, Júlia e eu, para apresentá-lo na forma de palestra num encontro de Senhoras da Igreja “União das Igrejas Evangélicas de Angola” – UIEA do Mundial, a pedido de Paulo Mandavela. Mas por várias razões, algumas plausíveis outras nem tanto, acabamos por não apresentá-la aos seus destinatários primários.

Hoje no dia que completamos 18 anos de casdos decidimos partilhá-lo contigo, aí vai:

A felicidade de um casal e a estabilidade do casamento dependem do modo como ambos gerem as relações de poder, dinheiro e outros bens materiais, sexo e outros prazeres.

Certamente há mais áreas da vida de um casal que exercem uma enorme influência na vida de ambos por exemplo, a sociedade, sobretudo a família alargada e nuclear, ao ponto de determinar o grau de felicidade ou infelicidade dos dois ou de um deles – é possível entre cônjuges, um sentir-se infeliz e outro feliz. Todavia, esses três aspectos da vida: Poder, dinheiro e sexo, são as que maior influência exercem sobre a felicidade dos cônjuges e estabilidade do matrimónio.

1) Sobre o poder

Apesar das tradições (hábitos e costumes) da maioria dos povos do mundo ter concedido ao homem (macho) a autoridade (o direito de tomar decisão), sobre o rumo a seguir pela família, a verdade é que isto não tem sido pacífico – não são poucos na história os casos em que é a mulher e não o marido que toma as decisões – vide o caso de Sara e Abrão, Raquele e Isaque.

Porém hoje em muitas sociedades, por causa da crescente capacitação intelectual e económica da mulher, há cada vez mais lares em que o princípio, “ o homem é o chefe da família” está a ser questionado, incluindo entre os cristãos. E a consequência disto na maior parte dos casos é o divorcio.

Lamentavelmente, a emancipação da mulher tem sido apresentada por muita gente como um esforço de inverter a relação de autoridade entre o homem e a mulher no seio da sociedade e da família.

Esta é uma questão que exige muita sabedoria, pois se por um lado não podemos mais aceitar que a mulher seja tratada pelo dono da empresa e pelo marido do mesmo modo como era no passado e ainda é em muitas sociedades pelo mundo fora, por outro lado também não deviamos assumir uma educação que em nome da modernidade ou pós modernidade resultassen na dissolução da família como se vê na civilização ocidental no qual estamos atrelados.

Precisamos buscar a sabedoria divina para que o aumento do poder da mulher não só, não seja visto pelo homem como uma ameaça a estabilidade do lar, pelo contrário como uma bênção. Para o efeito é preciso aceitar a ordem divina estabelecida nesse domínio. (vide, Efésios 5: 22 – 23)

Na nossa experiência, de 17 anos de casados, verificamos que o problema não está na autoridade, essa pertence ao marido. O problema está no jugo desigual sobretudo poder, sobretudo em relação ao dinheiro!

2) Sobre o dinheiro

O dinheiro concede poder à pessoa, que em palavras mais simples o tem ou numa visão mais ampla, decide o modo como será gasto! No fundo ter dinheiro é sinónimo de ter poder; e como já foi dito no ponto anterior, por outras palavras, a má partilha do poder dentro do lar resulta em desequilíbrio e não raras vezes em divórcio.

É interessante notar que muitos casais que diante do conservador e/ou do altar da Igreja assumiram o regime de comunhão de bens, na prática, cada um continua a ter o seu dinheiro, as suas coisas e até, como veremos no próximo ponto o seu corpo (vide, Coríntios 7:4)

3) Sobre o sexo

O sexo tem uma tripla função: permite a reprodução, proporcionar prazer e exprimir amor.

A primeira é natural, a segunda é humana e a terceira é divina.

A maior parte das pessoas no mundo incluindo cristãos, limita-se a encarar o sexo como um meio para realizar a primeira e a segunda função. Isto tem resultado em muita infelicidade pois o sexo usado apenas nessa base reduz as pessoas em meros animais e/ou egoístas.

O sexo é o meio através do qual os cônjuges expressam o amor de Deus por ambos.

Todavia, há muitas pessoas, sobretudo mulheres que usam o sexo, como uma arma de arremesso para conseguir vantagens sobre o marido ou a esposa no jogo do poder. Esta atitude comum nos homens (machos) de que o corpo é dele, por isso ele é que sabe o que fazer dele, a quem e quando entregar ( as vezes por dinheiro) é prostituição.

É grave constatar que mesmo cônjuges fiéis um do outro, cultivam e mantêm uma mentalidade de prostituição!

Aqui também é necessário buscar a sabedoria divina para compreender que o homem (macho) e a mulher (fêmea) não são apenas diferentes, mas, contrários para poderem se complementar.

Se olhares com atenção os órgãos genitais do homem e da mulher são o mesmo virado no avesso… a entrada de um no outro tem que ser livre (risos)! Não pode ser impedida excepto por mútuo acordo ou dores de cabeça (risos)!

A guisa de conclusão

A felicidade de um casal e estabilidade do casamento dependem da observância da vontade de Deus expressa por intermédio de leis naturais, sociais e espirituais.

Luanda, 09 de Maio de 2014

Autores:

Serafim Armando Quintino

Júlia Carla Quintino

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